Esse ano tive um Dia das Crianças diferente. Decidi dedicar o tempo livre do meu feriado para fazer a alegria de 276 crianças, com seus pais, mães, tias e avós. Participei de uma festinha como voluntária e pude perceber o quanto um simples gesto pode fazer a diferença na vida de crianças carentes. Elas começaram a chegar ao meio dia para uma festa que só começaria às 15h. Fizeram uma fila e esperaram, sem se preocupar com o sol, a fome e o calor. Tudo parecia valer a pena para ter algumas horas de diversão.
Tradicional no bairro, onde é realizada há vinte anos, não é preciso convite para participar da festa. Basta chegar o dia 12 de outubro. Enquanto a expectativa era grande lá fora, dentro da casa os voluntários não paravam de trabalhar. Fomos divididos em duplas e cada uma dessas duplas ficou responsável pela distribuição de uma guloseima ou presente.
Eu fiquei responsável pela distribuição do munguzá, que na verdade agradou bem mais aos familiares que aos pequenos, que preferiram pipoca, refrigerante, picolés, bolos e cachorros quentes - afinal, o dia era dedicado a eles. O munguzá havia sido doado por uma mãe cujo filho participou, por muitos anos, da festa. Hoje adulto, havia chegado a hora de retribuir. Por alguns momentos, tive a impressão de aquele copo de munguzá era a primeira refeição do dia daquele pai ou daquela mãe. E fiquei feliz de estar contribuindo.
Com a chegada do palhaço, a porta de entrada foi aberta e a tarde de diversão começou.
Vi muitas crianças e seus familiares entrarem, sentarem na grama - como em um grande pic nic - e aproveitar cada segundo longe da realidade assustadora que os cerca. Vi os pequenos vestidos com suas "roupas de festa" e seus sapatos "de domingo". Vi diversão, vi alegria, vi verdadeiras crianças ali.
Em troca, ganhei sorrisos de gratidão. E isso não tem preço.

Fiquei emocionada, Jamylle. Acho tão bonitas a tua visão do coletivo e as tuas atitudes nesse sentido!
ResponderExcluir^.^
Um beijo, flor.
Lindo Jamylle! Cada dia te conhecendo mais e gostando mais do que eu conheço! Suana
ResponderExcluirAdoro esse tipo de iniciativa.
ResponderExcluirFaz bem demais pra gente esse tipo de gesto, né?
Bjs!
Isso faz um bem para a alma! QUe felicidade vê-la em belas atividades sociais! E ainda nos levar juntos. belo texto Jammy! Saudades. Voltei este semana com um trinca de cara rs o Dia do Poeta na quinta inspirou meu retorno bj ´´ótimo dimingo
ResponderExcluirSeguido leio o teu blog, interessantes teus posts.
ResponderExcluirTe escrevo pra divulgarmos nosso blog, que ainda está em processo de expansão. rsrs
Se quiser nos acompanhar e dar umas boas risadas de vez em quando:
www.o-cercadinho.blogspot.com
Será um prazer te ter nos visitando lá, viu?
Abração,
Heitor, Iberê e Wanderlei
O que é O Cercadinho? Segue uma apresentação para te situares...
Em cada relacionamento afetivo, os envolvidos ficam restritos a um espaço, O Cercadinho, onde acontecem as interações. Em algumas fases, está cheio de "queridas" (como diria nosso amigo Iberê), mas em outros, quase vazio. O Cercadinho é o resultado das conquistas amorosas, onde cada um preenche à sua maneira e gosto. Pode ter o critério de cotas e uma de cada: loira, morena, mulata, ruiva e/ou japa. O estilo Censo do Ibope, com faixas etárias e tipos variados. Até monogâmico com apenas uma mulher selecionada.
Neste blog, somos três homens escrevendo relatos e histórias, sem pretensão literária sobre O Cercadinho. Heitor faz o estilo confuso e rebuscado. Apaixonante e cafajeste, este é Wanderlei. Seco, direto, objetivo e um pouco bagual com sentimentos, assim é Iberê.
Nos textos, contraste de jeito, forma de escrita, mas em todos a disputa, competição em cativar mais devotas para O Cercadinho pessoal. Não haverá limites, pudor e senso, vamos querer duelar pela conquista de cada leitora.
Entre no nosso Cercadinho e boa leitura.
Mylle, vc tá convidada para festa do Dia das Crianças lá da minha escolinha (digo, a escola onde trabalho...). É uma festa menorzinha, mas a idéia é a mesma. Tô com muita saudade!! Andei fofocando com Evilásio... Vc mora no meu coração! Bjão. Leca.
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