domingo, 26 de junho de 2011

A difícil arte de planejar

Na minha infância não acreditava que os dias pudessem ser tão curtos para algumas pessoas, a ponto de não conseguirem planejar um passeio, um lanche com amigos no meio da semana, um domingo diferente. E eis que me encontro aqui hoje  - com a última atualização do blog datada de mais de um mês atrás -, a perceber que chega uma fase na nossa vida na qual realmente os dias começam a passar mais rápido, que as horas parecem durar a metade do tempo e que o número de coisas para fazer só faz crecer. Nesse corre corre, planejar passa a ser uma arte, uma difícil arte, a qual eu venho tentando voltar a dominar.

Olhar a agenda e constatar que o trabalho da pós, que eu nem comecei a escrever, é para ser entregue no dia seguinte virou uma rotina, assim como deixar para pensar no que fazer no próximo fim de semana ou feriado somente quando esses dias agradáveis de folga chegarem. E é no meio dessa turbulência de desorganização que me encontro a pouco mais de um mês distante das minhas tão desejadas férias. Agora sim, mais que nunca, preciso parar para planejar, não dá pra deixar pra depois.

No fundo, falo dessa falta de tempo com felicidade. Sinal de que o trabalho vem consumindo os meus dias e me fazendo adiar algumas coisas, nada que venha a me prejudicar, claro. O fato é que voltei a fazer jornalismo diário, a correr atrás das notícias nas ruas. Temporariamente, mas voltei. E isso enche o meu coração de felicidade, faz meus olhos brilharem... é, definitivamente, o que eu mais gosto de fazer.

Há algum tempo queria dividir essa felicidade com vocês e aqui estou, para agradecer pelas visitas, que não deixaram de acontecer mesmo com a falta de atualizações. Com certeza, quando consegui voltar a dominar a arte do planejamento, a atualização do blog estará no topo da lista de prioridades, eu garanto.

Incrível como na infância não conseguia associar a falta de tempo à felicidade. Tinha sempre a impressão de que estavam todos tristes. Nada como ver a idade chegar e perceber que os adultos, junto com todas as responsabilidades que o tempo traz, também são felizes. Sou um exemplo disso.

4 comentários:

  1. Olá, Jamylle! Estou de volta por aqui também...

    Fico feliz que o suor do cotidiano esteja valendo a pena. E que o sorriso te acompanha entre dias inteiros na ativa. Pois no fim os resultados são ainda mais gratificantes.

    Desejo tudo de bom!

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  2. Ah, mas acho que quando você era criança não deveria estar totalmente errada. Nem sempre falta de tempo é igual a satisfação, penso eu.

    Bjs!

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  3. Que bom saber que está feliz, que está fazendo o que gosta. É isso que importa!

    Um beijo grande.

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  4. Oiiiii

    É, com filho, a gente perde a chance de fazer planos kkkkk é tudo pra quando der kkkk

    Que bom que suas coisas estão caminhando e q vc está feliz!
    mil bjs

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